quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Estava assistindo Simplesmente Amor na Tv paga.
Um filme que eu nunca me canso de assistir, com suas histórias paralelas, sua linda trilha sonora e toda a fina ironia do melhor humor inglês.
E nas cenas preferidas - aquelas que a gente sabe a fala de cor - meu coração ainda falha...

Como no velório da esposa de Daniel, ao som de Bye Bye Baby (Baby Goodbye), ou quando Juliet descobre que Mark só era tão mal humorado perto dela porque, na verdade, a ama, e ele sai desabalado, confuso, ao som de Here With Me. Essa cena eu choro de me acabar pela tristeza dele.
Quando Sarah recebe o meigo pedido de dança de Karl, ou quando Karen percebe que o colar de ouro que Harry comprou não foi destinado a ela.
Todas as cenas com David, o primeiro ministro são ótimas, mas ele beijando Natalie atrás das cortinas e sendo descoberto, ou no final, chegando de viagem e falando pra ela (que pula em seu colo): "tá pesadinha, heim?" são as marcantes.

O filme é mais, muito mais, e tem partes que também fazem meu coração falhar, mas eu ficaria a noite toda aqui contando um filme que deve ser visto não uma, mas dúzias de vezes.

E, de preferência, sem nenhum homem do lado, porque eles ODEIAM esse tipo de comédia...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Hoje eu fiquei sabendo de algo que aconteceu e, sinceramente, me deixou muito chateada.
Nem sei porque eu fiquei TÃO chateada. Mas fiquei.

O fato é que, a anos atrás, passava aqui na minha rua uma senhora vendendo verduras com uma carriola, dia sim, dia não.
Uma senhora gorda, vestida com panos feios, avental na cabeça pra se proteger do sol.
Um dia até fui mal educada com ela, porque ela ficava insistindo na porta até alguém aparecer, gritando "vai verdura, fia?".

E minha mãe reparou esses dias que ela sumiu, e apareceu outra mulher no lugar dela, uma senhora magra, bem diferente. Mas já tem uns meses que ela sumiu assim, nós que só percebemos essa semana, sei lá porque.

Bom, minha mãe foi hoje na padaria ali da avenida e ficou sabendo o que aconteceu com a verdureira.
Ela fez uma operação bariátrica pelo SUS e... morreu.
Eu sei que, pelo SUS, a operação que fazem é a capella, ou alguma variação dessa. Consiste na redução do estômago e, em alguns casos, a colocação de um anel.
O paciente pode beber à vontade, mas comer, só pode 50ml. Equivale a um copinho de café.
A minha foi escopinaro, é redução de estômago e desvio de intestino. Meu estômago pode ingerir até 500ml. Não tem anel.

A filha dela contou que ela chorava de fome e sempre que tentava comer a mais, vomitava.
Até que deu complicação, lógico, e ela morreu.

E eu escutei aquilo e... comecei a chorar...
Fiquei deprimida mesmo, como se fosse alguém do meu círculo de amizade.
E eu nem gostava muito dela.
Mas, sei lá porque, me deu um aperto no peito, não sei se eu lembrei da Triana que morreu numa operação dessas também, ou porque a situação foi bizarra, caramba, a mulher só queria fazer uma operação pra emagrecer, e eu sei que uma bariátrica não é fácil, não é milagrosa, essa mulher não teve apoio psicológico?

Não é assim que funciona, não é porque não cabe que a gente passa a, de repente, não querer comer. A fome e a gula continuam como antes.

Ao mesmo tempo que essa cambada de político vagabundo libera verba de milhões pra fazer campanha das olimpíadas no RJ, eles alegam que não tem verba pra saúde (dentre outras coisas).

Aí sei lá também, eu tive torção - nó nas tripas - sei a dor que é e sei também que se eu não tivesse Unimed teria morrido, e essa coitadinha não teve porra nenhuma, porque era uma favelada, que vendia verdura de porta em porta, de sol a sol, pra poder ajudar em casa. Teve que ser atendida em PS, vai saber se morreu à míngua, vai saber qual médico atendeu, será que teve socorro? Orientação?
Será que teve ajuda? Alguém pra cozinhar pra ela, pra fazer suco e dar de meia em meia hora, alguém que cozinhasse só papinha, como eu tive tanta gente pra me ajudar? E mesmo com tanta gente de olho eu fiz cagada... Será que ela teve grana pra só comer coisas lights como mandam na dieta?

E eu tô aqui escrevendo - pessimamente, diga-se de passagem - e chorando litros, baldes, derramando lágrimas como se eu tivesse perdido algum conhecido.

Eu não sei nem o nome dela. Não sei onde mora, não sei nada, na verdade não sei nem quando ela faleceu, eu que fiquei sabendo hoje, ela pode ter morrido a dias já! Semanas, meses!

Só sei que ela, uma ilustre desconhecida pra mim, morreu porque quis ficar mais magra.
Quem sabe um dia eu descubra porque essa história me afetou tanto.

Fica aqui registrada minha tristeza pelo falecimento de um ser humano que quis usufruir de algo que deveria ser seu por direito, mas que, nesse país de merda, é utopia pura: um sistema médico decente.

domingo, 4 de outubro de 2009

O Rio de Janeiro foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016.
O Brasil está, literalmente, em festa.

Não, não achei "super".

Se o Brasil tivesse saúde pública adequada, segurança, transporte, rodovias, bons salários para aposentados, educação, ou seja, se uma boa parte - eu nem pediria tudo - desses serviços básicos fossem supridos, eu estaria contente como todos.

Mas não, fizeram isso só pra fazer bonito.

É por isso que eu falo, político bom é político MORTO.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)

O blog Resenha em 6 fez uma crítica ao Boteco São Bento, que fica na Vila Madalena, lá na minha querida São Paulo.
O suposto dono do bar e uma "funcionária" ficaram bem putos e resolveram ameaçar através dos comentários.

E foi aí que virou uma bola de neve, porque internet é, como diz o Nemésio, coisa do capeta, e todos aqui ficam sabendo de tudo.
Do blog pulou pro twitter e explodiu, todo mundo agora já sabe que o dono do Boteco São bento não aceita críticas, só elogios.

Quer ler? Clique aqui.

Aliás os comments valem bem a pena...
E digo mais, cadê a liberdade de expressão?

E NUNCA, nunca fotografe o gerente

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Semana passada um amigo deu a notícia: tenho cãncer.

Essa semana, opera e tira o tumor.

Espero que dê tudo certo, ainda mais que tem filho pequeno e mais uma criança à caminho.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ei!

Eu gostava do Patrick Swayze...

Que ano!

domingo, 30 de agosto de 2009

Começou na garagem, enquanto eu e Marido limpávamos as gaiolas dos canários e trocávamos água e alpiste.
Um barulho leve, como vento mexendo em plástico.
No início não reparei. Achei mesmo que era vento. Mas o barulho ficou mais alto, constante e - reparei - não tinha vento suficiente.
É rato.
Avisei Marido ("tem rato nesse armário") tirei a sacola de plástico que estava se mexendo e vi a prova incontestável da presença do roedor: o plástico estava roido e esburacado.
O culpado havia desaparecido no meio da estante enorme e cheia de livros.
Meu pior pesadelo estava acontecendo: ratos entre meus livros e revistas de coleção.
Ainda disse para Marido:

- Temos de tomar cuidado pro rato não entrar em casa.

Foi dito e feito. Em menos de uma semana o animalzinho conseguiu subir a escada de metal, aproveitou a porta balcão aberta e fez-se à vontade.
Tão à vontade que nem se importava mais se estávamos presentes ou não para começar sua fanfarra noturna. Roía fios, revistas, fazia barulhos de altura considerável para um animal tão pequeno. O que me levou a suspeitar, não sem razão, que ele não era tão pequeno quanto imaginávamos a princípio.
Deveria estar mais para Don Ratagão do que para Sra. Brisby ou Basil. Aliás, eu esperava MESMO que não fosse uma sra. Brisby, pois significaria ninhos e filhotes para alimentar.
Comentei com Marido:

- O rato está aqui dentro, acordei as 3H da manhã com ele fazendo bagunça.

A resposta veio, imediata:

- Coloca uma panela de pressão com água, umas cebolas e tempero em cima da pia.
- ???
- Se amanhecer uma sopa de cebola pronta de manhã, deixa o rato em paz.

Esse é Marido, corre o risco de perder a esposa, mas nunca perde a piada! De Don Ratagão, passamos a Ratatouille, ótimo!
A semana foi psicologicamente infernal, afinal tínhamos - eu e Mãe, Marido dorme o sono dos justos - medo de um rato andando pela casa a noite, sem supervisão, subindo em móveis, roendo livros, bebendo cerveja e sabe-se lá o que mais esses animais fazem de noite quando acham que não há ninguém olhando.
Uma das pinschers de Mãe entrou em frenesi quando notou a presença do intruso. Cercava, corria, se enfiava em locais apertados e escuros, onde ele parecia estar escondido. Porém suas caçadas nunca deram em nada: o rato parecia ser maior e mais esperto que ela.
Apelamos para a tecnologia. Queijo com veneno foi colocado em pontos estratégicos da residência, o suficiente para que o rato chegasse a ele, mas não os cães.
Mais uma semana se passou e nada. O barulho continuava, e começaram a aparecer coisas roídas em lugares inusitados: bananas em cima da mesa, queijo em cima da pia, fios de aparelhos eletrônicos dentro dos quartos, latas de cerveja vazias jogadas pelo chão.
A faxina semanal revelou um de seus esconderijos: embaixo de um armário, do lado de fora de casa, na varandinha. Apareceu tanto cocô de rato em três dias naquele lugar que deu a impressão que era uma criação de coelhos, não apenas a ação de um mísero Mus musculus ou mesmo um Rattus norvegicus.
E me deu também dor de cabeça: e se ele tivesse conseguido entrar no meu armário com quase 350 DVD's e roesse as caixinhas?
O veneno não funcionou, portanto.
Marido chega em casa com o que ele chamou "a solução":

- Ratoeiras. Elas vão resolver nosso problema.

Olhei meio torto para os dois aparatos de metal em suas mãos. Um deles parecia pequeno demais para nosso inimigo, mas não disse nada - homens nunca aceitam críticas a uma idéia direta.
Ratoeiras armadas na cozinha, queijos suculentos como isca, poderíamos, enfim, dormir, acreditando que tudo estaria terminado na manhã seguinte. Daquela noite ele não passaria!
Porém, de madrugada, eu acordei com guinchos suaves. Meu primeiro pensamento foi que, finalmente, Basil havia caído na ratoeira.
Fui pé ante pé até a cozinha e acendi a luz rapidamente. Ambas as ratoeiras vazias, e um vulto correndo para baixo do fogão - marrom, meio grande. Como eu havia pensado, Ratagão, um legítimo norvegicus, rindo das ratoeiras. Sim, aquele guincho que me acordara era nada menos que a risada escandalosa do intruso ao ver as ratoeiras! E ainda levei bronca de Marido:

- Você viu ele ir pro fogão e não me acordou? Deveria ter me chamado! - como se ele fosse uma fadinha que acorda ao menor sopro.

Na noite seguinte, mudamos as ratoeiras de lugar.
Passava pouco da meia noite quando ouvi o TAC característico da armadilha de metal. Dessa vez, acordei Marido:

- Levanta que eu ouvi a ratoeira estalar!

A ratoeira havia, sim, fechado - sozinha, sem vítimas.
Virada de cabeça para baixo e, ainda, SEM O QUEIJO.
Ratagão esperto...
De manhã, Sogra veio até em casa ajudar na faxina - o que ela queria mesmo era ajudar a procurar o rodedor.
Foi uma sorte Marido ainda estar em casa, ela achou Ratagão dentro da última gaveta do móvel da sala, sobre uma toalha de feltro verde dos tempos de jogatina.

- O RATO TÁ AQUI NESSA GAVETA, O RABO DELE PASSOU NA MINHA MÃO, AARGH!! - Sogra disse suavemente para não assustar o animal.

Marido começou a caçada, tirou as gavetas, Ratagão foi subindo por trás do móvel.
Fiquei de prontidão na porta do corredor, com meu chinelo Havaiana na mão, se ele passasse por ali, tomava uma Havaianada na cabeça.
Mas não foi preciso, Marido é extremamente eficiente caçando ratos.
Era realmente um norvegicus, macho, quase adulto.
O duro foi terem percebido minha posição de "caçadora" com um chinelo na mão.
Estou até agora ouvindo gozação. Mas o rato morreu!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Da saudosa época do mIRC, o que eu mais tenho saudade é dos papos no canal aberto e dos "logs".
Eu gravava e postava os melhores logs - geralmente os mais engraçados.

A era MSN acabou com o mIRC, mas o vício continua. Não, eu não sou de ficar falando demais no MSN, mas, as vezes, sai uma pérola.

Preservei o nome dos participantes, mas pros que conhecem a galerinha, só tem um rapaz que escreve com as iniciais maiusculas no começo de cada palavra.
Dica: trabalhou anos e anos pro "Podre".

HUAHUAHUAHUAHUA!!

Share photos on twitter with Twitpic
Augusto resolveu reabrir seu blog.
Adorei.
Tava sentindo falta dos escritos do cara...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ando twittando com mais frequencia e vontade do que gostaria. Porém a vontade de escrever mais me é negada ali, então, obviamente, corro para cá.
Minha primeira impressão sobre o Twitter, de bate papo online com histórico coletivo foi reajustada para um noticiário em primiera mão de 140 toques.
Misturada, obviamente, com o bom e velho tom de fofoca.

O fato é que algumas celebridades andam Twittando.
Se são elas mesmas, ou algum estagiário mequetrefe que twitta, não sei, porém alguns a gente tem certeza que são os próprios, como o @rafinhabastos e o @DaniloGentili, além do @mauriciodesouza e - pasmem! - @xuxameneghel.

E é sobre ela que esse humilde post vai falar, aliás, não, vou apenas reenviar informações, pois os links a seguir estão com uma explicação perfeita:

Mauricio Stycer foi quem melhor resumiu a história.
Porém, foi Eden Wiedemann, em seu blog "Um passinho a frente, faz favor" quem realmente postou a print que deu inicio ao bafafá todo.

Leiam, leiam. Vale a pena.

E digo mais, não é vergonha escrever errado, vergonha é se orgulhar disso.